
Todas as dúvidas!
Perguntas e respostas extraídas do meu livro "500 Perguntas Sobre Sexo – Respostas para as Principais Dúvidas de Homens e Mulheres"
Tenho vergonha de me masturbar. Sou igual ou diferente das outras mulheres?
Assim como você, cerca de um terço das mulheres ainda apresenta algum empecilho emocional para se entregar à masturbação. Isso ocorre por questões basicamente culturais. O homem aprende desde pequeno que deve valorizar o pênis e que não tem problema tocá-lo. É até incentivado pelo pai. Já a mulher ouve da mãe coisas do tipo: “Tira a mão daí que é feio e sujo”. Com uma orientação sexual preconceituosa como essa, fica difícil mesmo ter uma visão positiva da masturbação.
Claro que não. Pelo contrário: a masturbação é considerada uma prática sexual saudável e necessária. É com ela que a mulher aprende a conhecer seus pontos de prazer, as áreas onde os toques são super excitantes.
Recomenda-se para qualquer prática sexual o uso de camisinha. Mas é praticamente nulo o risco de a masturbação mútua ser fonte de contágio de alguma doença sexualmente transmissível. Uma pessoa sadia só seria infectada se as mãos dela apresentarem lesões, que são portas de entrada para bactérias e vírus no organismo.
Não há regra, mas em geral os homens sentem mais prazer quando a mulher envolve o pênis com todos os dedos e não apenas com o indicador e o polegar. A pressão deve ser firme e constante, com uma intensidade média: nem muito forte, nem muito fraca. Acariciar a virilha, as pernas, a barriga... aumentam a excitação – apesar de o homem ter seu prazer basicamente voltado para o toque no pênis, ao contrário da mulher, que se excita com carícias por vários outros pontos do corpo. Importante: o freio da glande (uma pele que une a cabeça do pênis ao corpo) tem muita sensibilidade, equivalente ao clitóris. É uma área capaz de surtir grande excitação.
O vibrador tem um desempenho muito mais eficaz, por questões óbvias: é um objeto que vibra numa intensidade constante e cujos movimentos você pode controlar totalmente, de acordo com o próprio prazer. Com o parceiro, isso não ocorre. Entretanto, a relação a dois envolve um ingrediente altamente afrodisíaco: a cumplicidade e a troca de energia e de afeto. Não queira comparar o prazer com o vibrador com as sensações que tem com um homem. Valorize as diferenças, explore-as, aproveite-as, cada uma a seu tempo. O ideal é que estas duas práticas – a masturbação com o vibrador e o sexo com o parceiro – sejam complementares para o prazer. Jamais concorrentes.

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