Laura Muller
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07/01/2012
Satisfação sexual feminina aumenta com a idade
A maioria das mulheres com mais de 60 anos está satisfeita com sua vida sexual, segundo estudo americano
 
A maioria das mulheres com mais de 60 anos está satisfeita com sua vida sexual, segundo estudo americano publicado nesta semana. E mesmo aquelas que declararam não praticar sexo também se dizem satisfeitas.

O trabalho analisou 806 questionários de mulheres com em média 67 anos. Foram feitas perguntas sobre atividade sexual, reposição hormonal, dor, lubrificação, desejo sexual e orgasmo durante a relação.

"Embora existam pesquisas sobre satisfação sexual, poucos estudos falam sobre idosas", escrevem os autores do artigo, pesquisadores da Universidade da Califórnia e da San Diego School of Medicine. O estudo foi publicado na revista "The American Journal of Medicine".

Do total de voluntárias, metade (49,8%) disse ter feito sexo no último mês. A maioria (64,5%) declarou ficar excitada, 64,5% disseram ter lubrificação normal e 67,1% afirmaram que têm orgasmo.

"No geral, dois terços das que eram sexualmente ativas estavam satisfeitas, assim como metade das sexualmente inativas." Para a surpresa dos pesquisadores, as mulheres mais velhas do estudo (com mais de 80 anos) relataram maior satisfação.

Por outro lado, 40% de todas as voluntárias disseram que nunca ou quase nunca sentem desejo sexual. Segundo Elizabeth Barrett-Connor, médica e pesquisadora da Universidade da Califórnia, esse resultado sugere que o desejo não é essencial para que a relação sexual aconteça. "Elas podem se envolver em uma atividade sexual por múltiplas razões, como a manutenção de um relacionamento", disse a pesquisadora para o site de divulgação científica EurekAlert!.

Outra conclusão do trabalho é que a relação sexual nem sempre é necessária para a satisfação. Aquelas que são sexualmente inativas podem conseguir se satisfazer só com a intimidade do relacionamento ou com a masturbação.

Para o psicoterapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Júnior, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, várias pesquisas já demonstraram que, muitas vezes, o mais importante para as mulheres é a troca de afeto e a proximidade com o parceiro. "Nem sempre para se satisfazer é preciso ter orgasmo."

Ele aponta, porém, dois problemas de metodologia na pesquisa americana: a dificuldade de saber o que é satisfação e o fato de as perguntas se referirem apenas às últimas quatro semanas. "O questionário acaba sendo limitado. A satisfação envolve muitos aspectos subjetivos."

De acordo com o psicólogo, o lado bom do estudo é que dá para perceber que essas mulheres estão mais dispostas a comentar sobre o tema. "Elas estão se sentindo mais livres para falar de assuntos delicados como orgasmo e lubrificação. Isso é sinal de uma mudança cultural. Há 30 anos, mulheres dessa idade dificilmente falariam sobre isso."

Segundo ele, não tem como saber se o que elas estão falando é o que realmente acontece. "Elas demonstraram um esforço para mostrar que estão satisfeitas. Isso pode ser verdade como pode ser uma forma de autoafirmação, para expressar o contrário de uma ideia que elas mesmo tinham sobre mulheres mais velhas."

03/01/2012
Garotas superestimam vacina contra HPV
De acordo com estudo, jovens vacinadas com o objetivo de prevenir o câncer do colo do útero pensam que estão protegidas contra todas as doenças sexualmente transmissíveis
 
Um número grande de adolescentes que tomaram a vacina contra HPV (papilomavírus humano), com o objetivo de prevenir o câncer do colo do útero, pensam erroneamente que já não precisam praticar sexo seguro, diz um novo estudo realizado por pesquisadores dos Estados Unidos. Publicado na revista 'Archives of Pediatric & Adolescent Medicine' (Arquivos da Medicina Pediátrica e Adolescente, em tradução literal), o texto sugere que a educação sobre vacinas e suas limitações seja revista pelos médicos e órgãos de saúde para que haja mais orientação para as garotas e suas mães.
 
 - Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE
 
 
As imunizações Gardasil, da Merck, e Cervarix, da GlaxoSmithKline, protegem contra cepas do papilomavírus humano, ou HPV, que causam câncer do colo do útero. A Gardasil também oferece proteção contra alguns tipos de vírus que causam verrugas genitais. No entanto, elas só servem enquanto prevenção e não tratamento para os vírus já existentes. E o mais importante: nenhuma delas pode evitar doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, a gonorreia e o HIV.
 
De acordo com os pesquisadores, a maioria das garotas vacinadas estão conscientes das limitações, porém as vacinas também são recomendadas para jovens com idade entre 11 a 12 anos - o que aumentaria as chances de superestimação e possível risco de doenças sexualmente transmissíveis.
 
Junto de sua equipe, o estudioso Tanya Kowalczyk Mullins, do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati, estudou 339 meninas com idade entre 13 a 21 anos que, em sua maioria, disseram ser importante a prática do sexo seguro, mesmo após receber a injeção. Entretanto, cerca de 23,6% das garotas acreditava correr menos risco de contrair doenças depois da vacinação.
 
O HPV é a transmissão sexual mais comum nos Estados Unidos. Estima-se que mais da metade dos adultos estarão expostos ao vírus em algum momento de suas vidas.

27/10/2011
Qual o seu número de parceiros sexuais?
Comédia romântica e livro discutem a quantidade de homens com os quais uma mulher transa até achar o par ideal
A soma dos parceiros sexuais de uma mulher desde o primeiro namorado até o casamento varia bastante. Quem sobe ao altar com o amor da adolescência provavelmente tem um currículo sexual menor que o de alguém que passou anos beijando – e transando – com sapos. Mas existe um valor alto demais para esse total? É esse o dilema da personagem Ally Darling (Anna Faris) no filme “Qual é seu número?”, que estreou nos cinemas na última semana. Ela se preocupa quando descobre que as mulheres americanas têm em média 10,5 parceiros sexuais ao longo da vida e que 96% daquelas que já tiveram 20 namorados ou mais, não conseguem encontrar um marido.
 
Baseado no livro de mesmo nome (Editora Novo Conceito) o longa narra a trajetória cômica de Darling para encontrar o amor de sua vida entre os 19 homens com quem já transou anteriormente: tudo para não aumentar seu número e garantir que não deixou um bom partido escapar. Solteira, sem emprego e prestes a completar 30 anos, a personagem incorpora angústias femininas comuns em relação ao futuro amoroso e o passado sexual.
 
Ser “mulher de um homem só” já foi motivo de orgulho em gerações passadas, mas será que depois da revolução sexual os dígitos ainda são relevantes? “Na época de nossas avós, esperava-se que as mulheres casassem e tivessem filhos. Hoje elas estão em todas as profissões e se espera que elas sejam provedoras. Então, a mulher hoje pode ter quantos parceiros quiser, desde que se proteja”, diz Maria Helena Vilela, educadora e diretora do Centro de Estudos da Sexualidade Humana - Instituto Kaplan. Segundo ela, a emancipação feminina, a não obrigatoriedade de se casar virgem, a pílula anticoncepcional e o teste de DNA transformaram o papel da mulher.
 
É mais difícil para as mulheres
Para Karyn Bosnak, autora do livro que virou best-seller, o espanto de Ally ao saber que atingiu uma espécie de marca aponta outra verdade: homens e mulheres mentem sobre seus números. “Homens geralmente o aumentam, acreditando que, se as pessoas pensarem que eles dormiram com 40 mulheres, mesmo só tenham dormido com quatro, vai parecer que eles são garanhões mais bem sucedidos do que realmente são. As mulheres, por outro lado, geralmente diminuem o número, deixando de fora os homens de que elas gostariam de esquecer”, diz a personagem no início do livro.
 
Admitir um número de parceiros sexuais acima da média pode fazer maravilhas para a reputação de um homem entre os amigos, mas ainda é difícil para algumas mulheres que temem a fama de “mulher fácil”. Para a sexóloga e psicóloga Suely Vicino a educação desde a infância influencia na forma com a qual lidamos com a sexualidade. “Você pega os filhos de um mesmo casal e o menino pode jogar videogame de perna aberta, mas a menina eles mandam fechar as pernas. Desde criança o menino é incentivado a ser o garanhão”, explica ela.
 
Parceiros significativos são poucos
Se a personagem do filme americano já teve 19 parceiros perto de completar os 30 anos, ela não está longe da estatística brasileira. Segundo o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, mulheres de 18 a 25 anos tiveram em média 1,7 parceiros sexuais no último ano. “Ela troca de parceiro duas vezes por ano. Na progressão, quando chegar aos 35, já poderá ter tido 20 parceiros”, explica Carmita Abdo, coordeandora do estudo e do Programa de Estudos em Sexualidade (Prosex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.
 
Vale apontar que o número de parceiros sexuais nem sempre é o mesmo que o de parceiros marcantes na vida da mulher. Esses homens mais significativos e com os quais elas desenvolveram uma relação não só sexual ao longo da vida ficam entre dois e três, lembra Carmita.


27/10/2011
Higiene íntima: como fazer
Você conhece o modo correto de fazer sua higiene íntima? Aprenda em quatro passos simples
Apenas 3% das mulheres atendidas nos consultórios pedem orientação sobre higiene íntima, segundo levantamento feito com 422 médicos durante o 15º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia, em São Paulo.
 
Você sabe se lavar corretamente? Ensiná-la é a proposta do 1º Guia de Condutas sobre Higiene Íntima, coordenado por Paulo César Giraldo, ginecologista da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Siga estes quatro passos:
 
1. Vulva, virilha, parte externa e interna dos pequenos lábios são os locais onde você deve espalhar o sabonete. Qualquer tipo de cosmético fica proibido dentro do canal vaginal.
 
2. Não precisa exagerar na limpeza. A vagina merece uma lavagem breve com movimentos delicados. Lembre-se também de sempre espalhar primeiro o sabonete na vagina e depois no ânus - nunca o contrário.
 
3. O sabonete ideal para a região íntima tem que ser hipoalergênico, ter o pH ácido, não conter substâncias que desequilibram a flora natural (caso de bactericidas como a clorexidina e o triclosan), e não fazer espuma em excesso, o que pode remover a camada protetora da pele.
 
4. Na hora de secar a região, troque a toalha por folhas de papel descartáveis. Elas absorvem melhor a umidade e diminuem o risco de contaminação por fungos ou bactérias.


24/10/2011
Mais de 40% dos cânceres podem ser causados por vírus
Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, afirmam que alguns vírus podem causar até 40% dos cânceres, incluindo tumores cerebrais e leucemia. A pesquisa, noticiada pelo Daily Mail, encontrou uma ligação viral um tipo de tumor cerebral. Se os estudos se confirmarem abririam caminho para vacinas e terapias contra vários tipos de câncer para curá-los.

Cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, afirmam que alguns vírus podem causar até 40% dos cânceres, incluindo tumores cerebrais e leucemia. A pesquisa, noticiada pelo Daily Mail, encontrou uma ligação viral um tipo de tumor cerebral. Se os estudos se confirmarem abririam caminho para vacinas e terapias contra vários tipos de câncer para curá-los.
 
Os vírus mais conhecidos são os da hepatite B e C, que podem causar câncer de fígado, e o papiloma humano (HPV), que pode causar câncer de colo. Outra descoberta dois anos atrás revelou que o carcinoma das células de Merkel, um câncer de pele agressivo, muitas vezes está relacionado ao poliomavírus, que é comum entre os animais e pode se espalhar para os seres humanos.
 
Harald zur Hausen, ganhador do Prêmio Nobel, disse que espera mais descobertas a seguir e sugeriu que os vírus poderiam estar envolvidos com o câncer de pele, mama, intestino e pulmões. Mas os cientistas alertam que pode levar um longo tempo e enorme investimento antes de vacinas serem desenvolvidas.
 
Alan Rickinson, professor de estudos do câncer na Universidade de Birmingham, disse: "se pudermos entender como esses vírus trabalham poderíamos impedir que as pessoas os contraíssem e até mesmo criar terapias que utilizam o próprio sistema imunológico do paciente para destruir células infectadas ou cancerosas."


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